Aos 60 voltei a ser trainee

Junho de 2020

Por Carolina Grandchamp

Por que não?

Segundo o IBGE a população brasileira com idade entre 50 e 60 anos saltará de 23,8 milhões em 2020 para 32,4 milhões em 2040. Isto significa um aumento 36% de profissionais mais experientes no mercado de trabalho em duas décadas. Em 2050, 1 em cada 3 brasileiros terá mais de 60 anos de idade.

Somado a isso, ao questionar profissionais mais velhos sobre suas aspirações para os próximos anos, a maioria diz querer aprender e desenvolver novas habilidades, além de acreditar serem emocionalmente mais estáveis quando comparados a jovens profissionais.

No entanto, esses profissionais sofrem preconceito etário, o chamado ageísmo. É cada vez mais comum se deparar com profissionais extremamente jovens assumindo cargos de alta responsabilidade. Profissionais maduros custam mais caro e são vistos como mais resistentes, menos flexíveis, menos ousados e inovadores quando se trata de tecnologia. Mas até que ponto isso não é um esteriótipo?

 

Em estudo realizado pela FGV, as organizações enxergam os profissionais mais velhos como mais fiéis e comprometidos, mais preocupados com a gestão de riscos e mais equilibrados emocionalmente. No entanto, a grande maioria das organizações não está preparada para uma mão de obra envelhecida. O estudo mostrou que apenas 14% das empresas questionadas possuem iniciativas voltadas à gestão do conhecimento de profissionais mais velhos, apenas 5% possuem modelos diferenciados para esta faixa etária e somente 17% têm programas de integração entre gerações.

 

Num futuro muito próximo as organizações não poderão pensar na contratação de profissionais mais velhos apenas como parte de um programa de diversidade, mas sim como uma realidade de perfil profissional. Para que amanhã este formato seja sustentável, é necessário começar hoje, trabalhando a cultura interna. Olhar o profissional idoso é adicionar experiência,  responsabilidade, equilíbrio, maturidade e uma perspectiva mais realista.

 

E esta via deve ser de mão dupla. Cabe também a estes profissionais gerirem a suas carreiras acompanhando as necessidades do mercado, mantendo-se atualizados especialmente no quesito tecnologia. E para as organizações, cabe pensar em programas que apoiem o desenvolvimento e aprimoramento de suas habilidades.

 

A Verace trabalha junto às empresas com profissionais acima de 50 anos, tecnicamente capacitados e com perfil comportamental que favoreça o processo de adaptação e desenvolvimento no ambiente de trabalho.

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