Quem é você na Sociedade 5.0?

Maio de 2020

Carolina Grandchamp

 

Ainda tentando nos adaptar à Indústria 4.0 e em meio à pandemia atual, cada vez mais se tem falado sobre um novo conceito que incentiva uma integração harmônica entre sociedade e tecnologia, a Sociedade 5.0. Esta revolução partiu do Japão, na qual o governo, após registrar novo recorde de idosos, buscou e busca criar uma sociedade capaz de solucionar internamente todos os seus desafios sociais, por meio de inovação e tecnologia, permitindo uma vida mais confortável e sustentável. A ideia principal é evitar a falta de recursos e principalmente, desperdício de tempo e dinheiro que poderiam ser melhor aproveitados.

 

A nova era da Sociedade 5.0 passa pela compreensão de que tudo no futuro estará conectado e que a sociedade terá de se adaptar. É sustentada por diversos pilares, entre eles:

- Qualidade de vida: trabalho pesado desaparecerá graças à automação, permitindo às pessoas usarem o seu tempo em atividades mais importantes.

- Inclusão: todos terão igual acesso aos benefícios da tecnologia.

- Sustentabilidade: o avanço tecnológico deve estar em consonância com a sustentabilidade e preservação ambiental.

 

Se estamos falando de integração entre sociedade e tecnologia, nós seres humanos temos que estar preparados para esta revolução. A tecnologia deve ser apenas um meio. Para construir e implementar um plano de formação e de desenvolvimento do capital humano com sucesso, o foco deverá estar sempre nas pessoas. Depois de aferidas as reais necessidades da organização, podemos ponderar quais os melhores meios para alcançar os fins pretendidos. E, para uma qualidade de vida melhor, inclusão e sustentabilidade, precisamos ter consciência global, ou seja, sermos menos individualistas. Para isso, empresas, governos e pessoas precisam mudar o mindset, e isso inclui novos comportamentos e competências. Alinhar as competências que serão cruciais no futuro garantirão maior competitividade, já que isto significa melhor gestão do conhecimento e inovação.

 

Este novo modelo de organização social exige um reconhecimento de nossas próprias emoções e comportamento, clareza nos nossos objetivos, controle das situações de risco, reconhecimento das emoções do outro. Isso tudo engloba a Inteligência Emocional. Quando desenvolvemos o profissional hoje, temos que pensar em trajetórias e profissões que hoje ainda não existem. Os treinamentos devem estimular a investigação criativa, o pensamento não linear e, ao mesmo tempo, superar o desejo de estar certo ou o medo de estar errado. Assim, é importante que todo RH se faça algumas perguntas durante um processo de recrutamento e/ou treinamento:

- qual a real intenção do meu programa?

- sou capaz de preparar líderes para a Sociedade 5.0 (era inteligente sustentável)?

- os meus profissionais se esforçam para serem agentes de mudanças do futuro?

- qual a agilidade, estabilidade e flexibilidade cognitiva de meus profissionais para se adaptarem em uma situação de pressão?

 

Como a Sociedade 5.0 foca em uma sociedade mais conectada, inteligente e que responde rapidamente às necessidades das pessoas, precisamos de profissionais que saiam de sua zona de conforto, exerçam mais de uma função ao mesmo tempo e se adaptem rapidamente às mudanças. A pandemia nos trouxe este questionamento. Que tipo de profissionais tenho em minha organização? Eles foram capazes de se adaptar à nova realidade? Com a “imposição” do homeoffice, reaprenderam como trabalhar com suas equipes? Foram inovadores em relação ao negócio ou aos novos desafios de organização?

 

Fica como reflexão.

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