Social and Emotional Learning Exchange 2019 CASEL

30 outubro 2019

Gabriela Azevedo

Primeira conferência internacional para troca de melhores práticas em educação socioemocional

 

Aconteceu, de 02 a 04 de outubro, a primeira conferência de Educação Socioemocional promovida pelo Instituto Casel. O Social and Emotional Learning (SEL) Exchange 2019, reuniu em Chicago mais de 1500 profissionais de diversos países para a troca de melhores práticas em Educação Socioemocional. O evento promoveu a interação entre professores, educadores, pesquisadores, consultores, lideranças globais e jovens, o que possibilitou um panorama global sobre a Educação Socioemocional.

A Verace esteve presente compartilhando experiências e projetos. Reúno aqui os maiores insights e percepções da conferência.

 

Voz dos jovens

“Não podemos trabalhar pelos jovens, mas para os jovens” disse um participante em uma das sessões. Sem dúvida, este deve ser um dos pilares do desenvolvimento socioemocional. Se não houver espaço para a voz do jovem, ele não se sentirá comprometido e buscará um outro espaço onde se sentirá ouvido. Inclusive para estabelecer programas dentro de escolas, universidades e até mesmo corporações, a voz do jovem deve ser ouvida.

Foi interessante poder atender a uma sessão que foi inteiramente conduzida por jovens universitários. O tema da sessão foi a construção da parceria entre jovens e adultos para a criação de ferramentas de assessment. E o maior takeway deste encontro foi, sem dúvida, a importância de haver para o jovem uma contrapartida clara para que ele responda a questionários com engajamento.

Os dados que você irá coletar gerará efetivamente ações que retornarão para aqueles jovens que responderam ao seu questionário? Se a resposta foi sim, você está no caminho certo para construir uma parceria duradoura.  

SEL adulto é o primeiro passo

O conhecimento e o comportamento dos adultos são críticos para implementar a educação socioemocional, pois são os adultos que provêm um contexto importante para o desenvolvimento das competências dos estudantes e são eles que os preparam para o mundo além da escola.

Professores dos Ensinos Fundamental, Médio e universitários devem estar preparados para lidar em sala de aula com situações que envolvam questões sociais e emocionais dos alunos. A educação socioemocional não deve estar restrita a uma aula numa sexta-feira ou em uma conversa com o professor.  Ela deve ser uma constante na formação do aluno, inclusive na universidade. Para isso, professores devem ter habilidades socioemocionais desenvolvidas e recursos para estimulá-las nos alunos.

É importante também o desenvolvimento de habilidades socioemocionais da comunidade e da família, pois eles impactam a vida do aluno e o preparam para vida. Quanto mais solidário o ambiente onde o jovem vive, melhor adulto se tornará.

SEL e o futuro do trabalho

É necessário pensar de forma diferente sobre como preparamos e apoiamos os colaboradores. Hoje, os empregadores tendem a avaliar, cada vez mais, as competências comportamentais e as levar em conta no momento da contratação. Mas a tendência é que a avaliação do recrutador vá além do comportamento.

Competências socioemocionais são também fator importante no momento da contratação, pois além de ter habilidades pessoais bem desenvolvidas, colaboradores devem ter empatia e consciência social para estabelecer relacionamentos interpessoais saudáveis.

Conseguir olhar o entorno, compreender que as necessidades do outro nem sempre são as suas, que todos trabalham por um objetivo comum, se tornam um diferencial competitivo no mercado de trabalho atual.

Espaço para novas ações

A troca promovida pelo Exchange evidenciou algumas lacunas nas práticas de educação socioemocional.

Ações de formação em SEL para professores de ensino médico são raras e para professores universitários quase não são mencionadas. Da mesma forma, são menores as iniciativas socioemocionais existentes para alunos universitários.

Há também pouco investimento em educação socioemocional nas organizações. Recrutadores avaliam com minúcia o comportamento do jovem nas entrevistas de seleção, aplicam assessment e games interativos para avaliar diversos aspectos de sua personalidade. Mas a preocupação da organização em promover o desenvolvimento de habilidades socioemocionais depois da contratação é menor.

Entretanto, sabe-se que o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, como controle de emocional, tomada de decisão responsável e empatia, acabam gerando maior engajamento e, consequentemente, menor turnover na empresa.  

Vemos, então, que ainda há espaço para novas práticas de educação socioemocional.

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