Saí do estágio, não era estratégico!

24 setembro 2019

Gabriela Azevedo

Por que universitários precisam desenvolver competências socioemocionais.

 

“Professor, pedi demissão do meu estágio. Era muito operacional”

Quantas vezes professores já ouviram seus alunos dividirem situações como essa? Quantos universitários já se graduaram sem trabalho por terem declinado de oportunidades que não pareciam tão estratégicas quanto eles esperavam?

Na consultoria que damos a universidades, frequentemente conversamos com alunos que trazem relatos de decisões tomadas impulsivamente. E o que notamos é que a decisão foi tomada de maneira mais tática e menos estratégica, embora, ironicamente, eles almejem tanto as tais oportunidades estratégicas!

E por que isso acontece?

Como o cérebro do jovem ainda está em maturação, sua capacidade de julgamento ainda não está plena e por isso não consegue traçar metas de longo prazo. Os jovens tomam decisões impulsivas para resolver problemas imediatos.  O chefe que é muito calado, a rotina que não é dinâmica, a colega de trabalho que é fofoqueira, uma reunião da qual não participam são, para eles, motivos mais do que justos para deixarem a organização.

Mas claro que a maturação cerebral não é o único motivo para decisões não tão ponderadas. A personalidade, a resiliência, a maneira como o jovem lida com frustrações, por exemplo, também interferem na tomada de decisão.  A esses fatores somam-se cobranças, expectativas, ambição e o anseio por deixarem suas marcas no mundo.

Assim, quando esses jovens, imbuídos de propósitos, entram no mercado de trabalho, eles se decepcionam.

O curso de inglês em que ele tanto investiu, naquele primeiro momento, não será usado, as teorias complexas que estudou, os cálculos avançados que aprendeu também não poderão ser aplicados no ambiente de trabalho. E as ideias inovadoras que renderam prêmios na faculdade, onde ficam?  E assim, aquela rotina cotidiana começa a se mostrar enfadonha para esses jovens tão talentosos e ansiosos.

Mas como ajudá-los?

No início do ano passado, depois de ouvirmos diversos relatos semelhantes, entendemos que nossa ajuda precisaria ir além de orientá-los individualmente na recolocação ou prepará-los para os processos seletivos. Precisaríamos ajudar a formá-los. Mergulhamos na educação socioemocional, até então, restrita ao ensino fundamental, para trazê-la para as universidades.

A Gabriela, uma de nossas sócias, fez formação, integrou um grupo de estudo de Educação Socioemocional e Inovação e está a caminho de Chicago para o primeiro congresso internacional do Instituto CASEL, em Chicago.

Agora, tendo implementado programas presenciais e criado soluções a distância, vemos que realmente tínhamos este gap na formação universitária. 

Educação socioemocional nas universidades

Desenvolver a inteligência emocional dos alunos, como a Educação Socioemocional é mais conhecida, torna-se crucial para o desenvolvimento profissional do jovem. Além de preparar os alunos tecnicamente, as universidades devem oferecer oportunidades para o desenvolvimento socioemocional.

Ao possibilitar que o aluno se conheça, entenda como controlar suas emoções, pondere sobre suas escolhas, tenha consideração e empatia pelo outro, ele se fortalece para enfrentar os desafios do mercado de trabalho.  Não restam dúvidas de que a educação socioemocional é mais uma oportunidade de alavancar a empregabilidade do aluno.

Saiba como aplicá-la em sua universidade aqui.

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